4º Módulo Formas

4º Módulo Formas

Medidas para os Produtos II


HIDRÓXIDOS
Para relaxamento global:
• Comprimento A = 1 medida
• Comprimento B = 1 medida e 1⁄2
• Comprimento C = 2 medidas

TIOGLICÓLICOS
• Comprimento A = 200 gramas
• Comprimento B = 300 gramas
• Comprimento C = 400 gramas

PARA TODOS OS RETOQUES DE RAIZ, USAR 1 MEDIDA

HIDRÓXIDO DE SÓDIO OU GUANIDINA:
SHAMPOO NORMALIZANTE DE pH:
• Comprimento A = 5 ml (para cada shampoo)
• Comprimento B = 10 ml (para cada shampoo)
• Comprimento C = 15 ml (para cada shampoo)

MÁSCARA DE TRATAMENTO
• Comprimento A =8g (medida global)
• Comprimento B = 15g (medida global)
• Comprimento C = 22g (medida global)

NEUTRALIZANTES TIOGLICÓLICOS
• Comprimento A = 100 gramas
• Comprimento B = 200 gramas
• Comprimento C = 300 gramas

METANAL = FORMOL (CH2O)
AGENTE QUÍMICO FORMALDEÍDEO
Um agente químico utilizado para processos de relaxamento e alisamento capilar que tornou-se frequente pois, além de mais barato, é um processo rápido e que deixa os fios com brilho intenso, é o formaldeído (aldeído mais simples, de fórmula molecular H2CO). O uso de formaldeído para alisamento capilar tornou- se frequente, o problema maior é que é volátil e após aquecido, uma maior quantidade é inalada tanto por quem aplica quanto por quem se submete ao tratamento.
Formol é o formaldeído em solução a 37%. Normalmente uma concentração desta solução é empiricamente misturada à queratina líquida e a um creme base condicionador. O produto final é aplicado aos fios e espalhado com o auxílio de um pente. Em seguida, utilizamse secador e piastra. O calor do secador e da prancha aceleram a reação do formol e modelam mais rapidamente o cabelo. Postula-se que o formaldeído se liga às proteínas da cutícula e aos aminoácidos hidrolisados da solução de queratina, formando um filme endurecedor ao longo do fio, impermeabilizando-o e mantendo-o rígido e liso.
O fio torna-se suscetível à quebra, em consequência aos traumas normais do dia a dia, como pentear e prender os cabelos. Seguindo esta linha de raciocínio, o formol relaxa pela formação de um filme sobre o cabelo. O formol realmente pode polimerizar quando a concentração for muito elevada, no entanto, a concentração usada nas formulações para alisamento e/ou relaxamento é baixa para ocasionar tal polimerização. Outro fator contra essa ideia é que o polímero de formaldeído sofre hidrólise muito fácil em meio aquoso e assim o cabelo perderia o efeito do alisamento na primeira lavagem.
Mas é difícil afirmar que um filme formado consiga alisar o cabelo sem quebrar as ligações de dissulfeto responsável pela estrutura encaracolada do cabelo. Se conseguir formar um filme sobre o cabelo, sem alterar as pontes dissulfeto, a tendência seria que este filme seguisse o molde tridimensional do cabelo, ou seja, seu molde natural sem promover o estiramento do fio.
Um mecanismo indiscutível ainda está por vir através de comprovação científica do que está sendo feito em termos da química do cabelo, nesses processos de alisamento com formaldeído. Mas uma boa suposição é que no processo de alisamento há uma quebra das ligações dissulfetos, assim como um bloqueio para que essas não se restabeleçam novamente, como a exemplo, nos processos químicos convencionais.
Suas aplicações principais são:
• Produção de resinas ureia-formol, fenol-formol e melamínica;
• Matéria-prima para diversos produtos químicos;
• Agente esterilizante / autoclave;
• Agente preservante de produtos cosméticos e de limpeza;
• Embalsamação e conservação de cadáveres e peças anatômicas;
• Síntese de urotropina;
• Laboratórios.
O formaldeído é um gás de molécula pequena, reativa, que é rapidamente absorvida nos tecidos do tracto respiratório (exposição por inalação) e do tracto gastrointestinal (exposição por via oral). Estima-se que a absorção, pela porção nasal do tracto respiratório, seja próxima dos 100%.
A absorção através da traqueia e dos brônquios , ocorre devido a uma penetração mais profunda, uma vez que os vapores de formaldeído não passam através destas estruturas, e assim, a absorção ocorre devido ao contato com a mucosa nasal.
Contudo, é muito provável verificar-se uma absorção próxima dos 100% relativamente aos vapores de formaldeído em humanos. Existe pouca informação sobre as características da absorção oral de formaldeído em humanos.
Sabe-se que o formaldeído é rapidamente metabolizado a Ácido Fórmico no tracto gastrointestinal que, por sua vez é absorvido rapidamente nos tecidos, e o mesmo acontece com o formaldeído que é metabolizado e absorvido na corrente sanguínea na forma de Ácido Fórmico. A combinação destes dois mecanismos é responsável pelos grandes aumentos dos níveis sanguíneos de Ácido Fórmico.
A exposição de curta duração pode ser fatal (estudos empíricos), entretanto o limiar de odor é suficientemente baixo para que a irritação dos olhos e membranas mucosas ocorram antes destes níveis serem alcançados.
Exposições de longa duração a baixas concentrações de formaldeído podem causar dificuldade respiratória, enfisema e a sensibilização. O formaldeído em concentrações acima do limite é classificado como carcinogênico humano e têm sido relacionado com câncer dos pulmões e nasal e com possível câncer no cérebro e leucemia.
Por ser um produto de alto risco para a saúde, tanto dos profissionais cabeleireiros como das clientes que se submetem a este processo, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu o seu uso em produtos para relaxamento.

ÁCIDO METANOICO = ÁCIDO FÓRMICO (CH2O2)
O ácido fórmico ou oficialmente ácido metanoico (CH2O2), é o mais simples dos ácidos orgânicos. O nome fórmico tem sua origem do latim “formica”, que significa “formiga”, dado que a primeira vez que o ácido foi isolado ocorreu por destilação do corpo de uma formiga.
Como podemos observar pela fórmula química, o ácido fórmico é bem parecido com o formol, diferenciando apenas pela segunda molécula de oxigênio.
Suas principais aplicações são:
• Como fixador de corantes em tecidos (mordente);
• Como acaricida;
• Na medicina para o tratamento do reumatismo;
• Obtenção de monóxido de carbono (CO);
• Produção de ácido oxálico (HCOO – COOH);
• Processamento de couro (acidificante na preparação para o curtimento ao cromo e fixador de produtos aniônicos na etapa de acabamento molhado);
• Na coagulação do látex da borracha.
O ácido fórmico pode ser tóxico ao homem e ao meio ambiente e exige manipulação cuidadosa. Em contato com o ser humano, o produto pode ser absorvido pelas vias oral, dérmica e inalatória, apresentando potencial para irritação local, e possivelmente o desenvolvimento de sintomas. O ácido fórmico pode ser irritante e corrosivo para a pele e mucosas, dependendo de sua concentração. Após exposição dérmica, pode ocorrer acidose metabólica. Após a exposição pode ocorrer colapso circulatório, depressão do sistema nervoso central e morte. A exposição constante (ocupacional) pode causar albuminúria e hematúria.

ÁCIDO GLIOXÍLICO = ÁCIDO FORMILFÓRMICO (C2H2O3)
O ácido glioxílico ou ácido formilfórmico é um ácido orgânico. Vem sendo muito utilizado pela industria cosmética em substituição ao formaldeído nas progressivas, por ser um agente de pH baixo, seja a escova marroquina, escova de chocolate, escova de turmalina, escova de maçã – não importa o sabor – essas escovas contêm um dos alisantes acima e são eles que realmente alteram as características dos fios. Há muitos produtos no mercado que contém formol em pequenas quantidades (0,2%). O ácido glioxílico alisa os cabelos de forma mais gradual, o problema é que o ácido glioxílico desbota o cabelo, clareando as mechas, deixando-as com um tom alaranjado.
O ácido glioxílico é um composto de menor peso molecular contendo as funções orgânicas, ácido carboxílico e aldeído. Essa combinação promove uma excelente reatividade do aldeído e baixa volatilidade, tornando-o mais seguro em manipulações, ao contrário dos demais aldeídos de baixo peso molecular que são voláteis ou mesmo de gases como o formaldeído, facilmente absorvido na respiração.
Sendo um composto com estrutura molecular pequena, permite que o aldeído tenha acesso a centros reativos do cabelo. O átomo de enxofre presente na estrutura capilar formando ligações de dissulfeto, representa um desses centros reativos; quando em contato com o ácido glioxílico, pode promover uma reação de quebra da ligação e, desta forma, promover o relaxamento, tanto pelo alongamento das ligações de dissulfeto, quanto pela neutralização de carga negativa da superfície do cabelo (devido à função do ácido carboxílico). A inserção do ácido glioxílico entre as ligações de dissulfeto como um espaçador pode ser reversível, principalmente em meio aquoso, permitindo assim o restabelecimento natural das ligações de dissulfeto, depois de sucessivas lavagens.

CARBOCISTEÍNA (C5H9NO4S)
Outros componentes comuns em escovas e alisamentos são queratina, carbocisteína e aminoácidos – eles não ajudam a alisar, são apenas usados para recompor a estrutura dos fios que precisam ser danificadas para que o alisamento aconteça.
Portanto, produtos à base de carbocisteína/aminoácidos e queratina não alisam os cabelos.
Será necessária a mistura de um outro composto químico para que haja um relaxamento da fibra capilar.
A carbocisteína pode causar alguns efeitos colaterais, como:
• Diarreia;
• Náuseas;
• Tontura;
• Cefaleias;
• Palpitações.

ÁCIDO LÁTICO (C3H6O3) E ÁCIDO LACTOBIÔNICO
O ácido láctico é um composto orgânico de função mista ao ácido carboxílico – álcool que apresenta fórmula molecular C3H6O3. Participa de vários processos bioquímicos, e o lactato é a forma ionizada deste ácido. Foi descoberto pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele, no leite coalhado. É obtido também pelo açúcar do leite, da uva e da cana e encontrado no suco de carne, nos músculos e em alguns órgãos de algumas plantas ou animais.
Suas principais aplicações são:
• Alimentação de crianças;
• Como purgante, na forma de lactobacilos de cálcio ou lactato de magnésio;
• Removedor de sais de cálcio;
• Como mordente;
• Curtimento de peles;
• Matéria-prima em sínteses orgânicas;
• Como monômero do poliácido láctico.
Seguindo a mesma linha do ácido lático encontrase o ácido lactobiônico. Já utilizado pela medicina em outras aplicações, o Ácido Lactobiônico tem propriedades que o transformam em um excelente ativo antienvelhecimento, com características rejuvenescedoras, antioxidantes e cicatrizantes.
Com resultados positivos já comprovados pela medicina, que o utiliza de forma maciça para a preservação de órgãos a serem transplantados, o Ácido Lactobiônico está ganhando espaço também na cosmetologia, sendo cada vez mais utilizado em fórmulas antienvelhecimento. Com reconhecidas propriedades rejuvenescedoras, antioxidantes e cicatrizantes, ele se mostra um ingrediente cosmético de primeira linha.
O Ácido Lactobiônico (AL) é um ácido orgânico obtido a partir da oxidação química ou microbiana da lactose. Sua estrutura molecular e funcionalidade assemelhamse à Gluconolactona e outros ácidos (como ácido lático e glucárico). Conhecido como ácido galacto-glucônico, o ativo é composto por uma molécula de Galactose unida a outra de Gluconolactona (ou ácido glucônico) através de uma ligação semelhante ao éter. Presume-se que essas duas moléculas sejam enzimaticamente liberadas quando da aplicação tópica do AL, vindo a exercer seus efeitos cosméticos separada e concomitantemente na pele.
Apesar da importância do Ácido Lactobiônico ter sido reconhecida em alguns nichos, seus benefícios em produtos skin care apresentam grande potencial a ser explorado.
Um estudo referente à sua capacidade de retenção de água indica que o Ácido Lactobiônico é um umectante superior aos outros agentes higroscópicos comumente utilizados em cosmetologia. Outro teste comprovou sua propriedade antioxidante em cremes, sugerindo sua proveitosa aplicação em formulações cosméticas.
Com certeza o ácido lático ou ácido lactobiônico será o futuro dos relaxamentos progressivos.

TABELA DE PESO MOLECULAR
As moléculas são constituídas por átomos unidos através de ligações que podem ser covalentes e iônicas. Um dos fatores que ajuda nos agentes de relaxamentos progressivos, sem dúvida nenhuma, é o peso molecular. Para uma melhor compreensão do texto, segue abaixo uma tabela de peso molecular:

INCOMPATIBILIDADES
Caso o cabelo já tenha passado por algum processo químico é fundamental observar a possibilidade de incompatibilidade do produto que foi aplicado e o que será aplicado. NÃO RECOMENDAMOS o uso de qualquer base química em cabelos que utilizaram processos químicos baseados em hidróxidos, tioglicolatos e guanidinas, pois a formação de lantioninas, passíveis de ocorrer nos pontos de intersecção no processo de retoque de raiz, onde as diferentes substâncias químicas foram utilizadas, pode levar à quebra capilar.

Sempre sugerimos o teste de mecha preliminar.



PIASTRA = PRANCHA OU CHAPINHA
Devido ao cabelo ter sido submetido a um processo químico, mesmo sendo uma química superficial como as relacionadas acima, devemos ter um cuidado especial com a fibra capilar. Alguns fabricantes têm colocado no mercado piastras com um elevado grau de temperatura, o que é prejudicial para o fio de cabelo.
O ideal é trabalhar com uma temperatura entre 130° e 200°, dependendo do estado do cabelo. Estas temperaturas ajudam a selar as cutículas do cabelo sem muita agressão aos fios. Algumas piastras são fornecidas com a escala de temperatura registrando graus em Fahrenheit (0F) devido a região de suas fábricas. No Brasil usamos a escala em graus Celsius (0C). Segue abaixo uma tabela de referência: