5º Módulo Coloração

5º Módulo Coloração

Coloração


A coloração capilar é um recurso muito antigo. Hoje em dia, tal recurso é beneficiado pela evolução da ciência, fato que permite a obtenção de excelentes resultados para se obter um conhecimento adequado no sentido de dominar essa facção da beleza.


ESTRUTURA CAPILAR
É a base dos nossos trabalhos sobre coloração. Para sabermos como agem as colorações, é necessário relembrar as estruturas dos fios de cabelo: cutícula, córtex e medula.


Cutícula: como já vimos em Anatomia, a superfície do cabelo é formada por uma camada única de células que se recobrem parcialmente como escamas de peixes com a borda livre direcionada para a extremidade do fio de cabelo.
Como as escamas se recobrem várias vezes umas às outras, um corte transversal da cutícula dá a impressão de uma estrutura de camadas múltiplas.


Essas células cuticulares muito achatadas e alongadas são constituídas de três partes:
• Epicutícula;
• Exocutícula;
• Endocutícula.
Esses diferentes elementos são constituídos, principalmente, de material proteico que será mais rico em enxofre (portanto, em cistina) quanto mais nos aproximarmos da superfície que está em contato com o mundo exterior.


A cutícula contribui para a coesão do cabelo. Quando a cutícula se degrada, perde seu poder protetor e a coesão interna fica reduzida. O cabelo torna-se, então, extremamente fragilizado.


Córtex: é a parte interna do cabelo, que ocupa 80 a 90% de volume. É formado por várias fibrilas e queratina em forma de massa. Fibrilas são fibras resistentes em cada tipo de cabelo, formado de microfibrilas e macrofibrilas.
As fibrilas têm a estrutura interlaçada, pois isso o cabelo tem sua resistência elástica. Um fio de cabelo, com umidade natural do ar, normalmente tem a resistência contra a tensão de 150g de elasticidade de 50%, ou seja, pode ser esticada 1,5 vezes de seu comprimento.
Quando o cabelo é umedecido, pode ser dilatado até 30% de seu volume, neste caso, a resistência diminui e a elasticidade aumenta. Queratina é a substância que ocupa os espaços entre as fibrilas. Tem a função de colar as fibrilas e determinar a forma do cabelo.
Nele se encontra a pigmentação natural do cabelo (melanina). No processo de coloração, colocamos pigmentação artificial na queratina.


Medula: é a parte centra do fio, que é constituída por pilhas de células mortas, que se esvaziaram de sua substância e estão separadas por bolhas de ar. A medula é, muitas vezes, intermitente e chega a estar totalmente ausente, que faz supor que ela não tenha real importância.
Em muitos animais, a medula representa 2/3 dos pelos. São células vazias, cheias de ar, que fazem a vez de isolamento térmico. Esse papel é inútil para o homem, o que explica sua inutilidade.


MELANINA
A melanina é responsável pela pigmentação natural do cabelo.
Produzida por células especializadas, os melanócitos, e distribuída através do córtex, com densidade mais forte na periferia. A melanina é formada por melanossomas, que são produzidos nos melanócitos na base do folículo capilar.



PIGMENTOS NATURAIS
Assim como estudamos em Anatomia, os pigmentos encontram-se no córtex, ou seja, na queratina. Nos cabelos naturais, existem dois tipos de pigmentos que se encontram no córtex:
• Pigmentos granulosos ou eumelaninas: que variam de preto ou vermelho escuro, conferem aos cabelos cores sombrias. São grandes e aglomerados compostos de azul, vermelho e amarelo;
• Pigmentos difusos ou feomelaninas: que variam de vermelho brilhante ao amarelo pálido, conferem tons claros aos cabelos. São pequenos e espalhados.
• Pigmentos tricossiderinas: predominância nos cabelos ruivos, da cor vermelha, que também possuem a presença dos pigmentos amarelos.

É o grau de concentração de pigmentos granulosos ou difusos que explica a variedade das cores naturais do cabelo.
Prota e Thompson, em 1976, isolaram um outro grupo de pigmentos feomelanínicos chamados tricocomas, antigamente designados sob o nome de tricossiderina, que seriam responsáveis pelas tonalidades ruivas.
Com o passar do tempo, a cor do cabelo se modifica, em geral, a cor se torna mais escura com a idade e em seguida, os cabelos brancos aparecem progressivamente.
Essa evolução parte do pressuposto de que o ritmo de produção de melanina não é constante, ocorre primeiro uma intensificação e, em seguida, uma diminuição do ritmo e na maioria dos casos, interrupção na formação dos pigmentos.

Os cabelos brancos aparecem geralmente entre 40 e 50 anos, em alguns casos, bem mais cedo ou bem mais tarde e se deve à interrupção da produção da melanina.
É muito provável que a ausência em certos melanócitos do lado aminado, a tirosina, que a deficiência ou a inibição da enzima, a tirosinase, sejam as causas do embranquecimento ou canície. Essa interrupção de produção de melanina tem, provavelmente, origem fisiológica e genética.


PIGMENTOS ARTIFICIAIS OU CORANTES PERMANENTES
Existem vários grupos de pigmentos permanentes:
• Vegetal: é um tipo de planta que contém certas substâncias que, em contato com a água (H2O) e o ar (Oxigênio – O) revela a tonalidade. Exemplo: Henna.
• Metálico: sua composição básica é o metal. Normalmente aplicada com água (H2O) ou produto puro, não tem poder de clareamento e não é compatível com produtos de composição oxidativa. Exemplos: Bigen, Grecin2000, etc.
• Oxidativo: como o nome diz, revela a tonalidade somente quando ocorrer a oxidação, com o auxílio da água oxigenada ou peródixo de hidrogênio (Ox). Um tubo de coloração contém moléculas de pigmentos e não pigmentos, isto é, não tem tonalidade. Exemplos: Majirel, Majiblond, etc.


ESPESSURA DO FIO
A espessura representa o tamanho ou diâmetro do fio do cabelo. Ele pode ser dividido em três classificações – fino, médio ou grosso.
A espessura afeta a coloração porque o pigmento natural do cabelo, a melanina, se distribui de modo diferente nas diferentes espessuras.
Diâmetros diferentes possuem resistências diferentes à coloração.